Maria Bethânia na abertura da “Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa”


Celso Amorim - Ministro das Relações Exteriores do Brasil
- Foto: San Rogê


A Conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) teve abertura no dia 25 (quinta) no Palácio do Itamaraty. A exposição intitulada “Língua Viagem – em português todos se encontram” foi aberta pelo Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, seguida de leitura de trechos de obras literárias de autores de língua portuguesa pela intérprete Maria Bethânia. A Conferência ainda conta com mostra de cinema, apresentações musicais e encontros de escritores, com participação de todos os Estados membros da CPLP.

A exposição sobre a língua portuguesa está em cartaz no Palácio Itamaraty e os demais eventos no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília (CCBB DF).




No discurso de abertura da exposição e da Conferência, o Ministro Celso Amorim falou sobre a importante parceria entre o Ministério da Relações Exteriores e o Museu da Língua Portuguesa que trouxe a belíssima mostra, sob direção de Marcello Dantas e vinhetas de Ricardo van Steen, para Brasília.

Amorim disse que estas ações refletem a importância de movimentos que tendam a difundir a língua portuguesa. Outro fato importante que será amplamente abordado na Conferência é o processo de implantação do acordo ortográfico.

“A língua portuguesa é falada em oito países em quatro continentes, inclusive é língua oficial mais falada que o francês. Precisamos valorizar a porosidade da Língua Portuguesa que reflete a nossa alma. O Brasil assume o papel da profusão do idioma no mundo, fato que coincide com a abertura política externa.”

Celso Amorim mencionou a inauguração de Centros Culturais em países de língua portuguesa, como Angola, Guiné Bissau e Moçambique:

“Estes centros ampliam o uso da língua nos campos cultural, científico e acadêmico, inclusive o governo brasileiro também participou no processo de pacificação de Angola.”

Para arrematar o discurso cita Fernando Pessoa: ”Minha pátria é minha língua.” e Vinícius de Moraes: ”Minha pátria é a luz, o sal e a água.”

“Vamos celebrar a vida humana em todas as pessoas.” – Finalizou enfaticamente.




Maria Bethânia recita e interpreta poesias da língua portuguesa
– Foto: San Rogê.


Após a abertura da mostra os convidados se dirigiram para o andar superior onde Maria Bethânia fez marcante apresentação em que recitava poemas e textos de grandes autores da língua portuguesa, cantava e lia seus escritos com impressões sobre a língua e sua vida e carreira. A cantora foi acompanhada pelos músicos Carlos César e Luiz Brasil.

Bethânia entrou cantando ponto de Iansã e emocionou a todos com seu discurso de agradecimento pelo convite para abrir o evento:


“A primeira vez que fiz esta leitura foi em um campus universitário, é um enorme prazer para mim estar aqui. A língua portuguesa é a expressão ativa da palavra falada, expressa na minha vida e voz. É importante acontecer este diálogo. Hoje em dia é muito importante fazer poesia mas é quase em vão, mas este é um desafio que me atrai, espero que esta leitura seja útil e prazeirosa.”



Realmente a presença de Maria Bethânia não poderia ter sido melhor e mais apropriada para abrir a CPLP. O público, hipnotizado, se emocionou, aplaudiu riu e cantou em uníssono. Catarse coletiva que tocou fundo no coração de todos.

“Nossa poesia é uma só, aqui a poesia recebeu sangue novo, alimentos deveras salutares. Os nomes dos poetas populares deveriam estar na boca do povo, nas escolas para o aluno bater palma ao falar deles” – Maria Bethânia.



Celso Amorim e Maria Bethânia - Foto: San Rogê



Celso Amorim corteja delicadamente a encantadora Maria Bethânia
– Foto: San Rogê



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