O Carro Naval de Dionísios veio a Brasília e enlevou em efervescência de sentimentos um público-participante em uma longa jornada pela moderna revolução da dramaturgia brasileira...

PUBLICADO NA COLUNA “CULTURA e ARTE COM SAN ROGÊ”, DO JORNAL GAZETA DO DF COM 20.000 (VINTE MIL) EXEMPLARES EM 01/06/10

A Uzyna Uzona promoveu um rito extremamente sedutor
virado a Eros e tonificou o espírito dos brasílienses
em uma grande festa bacante.
- Foto do San Rogê


Neste ano de 2010 a ASSOCIAÇÃO TEAT(R)O UZYNA UZONA comemora os seus 52 anos com a realização ardorosa da quadra de espetáculos Dionisíacas 2010, patrocinadas pelo Ministério da Cultura através de convênio de co-produção com a Companhia. O projeto tem duração total de 10 meses, de março de 2010 a janeiro de 2011 e apresenta quatro espetáculos do repertório em oito capitais brasileiras além de realizar oficinas das artes teatrais com artistas e aprendizes.



O Oficina encerra cada jornada junto convidando o público
a uma grande festa de beber sabedoria.
- Foto do San Rogê



A quadra de espetáculos é formada por Taniko, o Rito do Mar, nô japonês que narra a viagem iniciática dos peregrinos em busca de remédio para a mãe do aprendiz Cogata que os acompanha, um espetáculo-culto de meditação espacial e atuação teatral; Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!, segunda parte da maxi-série teatral sobre a vida-obra da grande atriz estrela Cacilda Becker, produzida no final do ano passado; Bacantes, a origem do Teatro através do rito de nascimento, morte e renascimento do deus do vinho; e do teatro Dionísios, Banquete, o diálogo de Platão virado bori a Eros pelo Oficina encerrando cada jornada em uma festa de beber sabedoria.


As peças (apresentadas em troca de alimentos não perecíveis enviados depois aos lugares mais necessitados de cada cidade como forma de ingresso para que pessoas de todas as camadas sociais possam ter acesso a participar destas Festas Espetáculos) serão realizadas em locais de afluxo popular fácil, e em grandeza de Teatro de Estádio, para abrigar multidões como no maior período da história do Teatro, o da Tragédia Grega.



Teatro Dionísios, o diálogo de Platão
virado bori a Eros - Foto do San Rogê


A Viagem por 7 capitais do Brasil além de Inhotim em Minas Gerais tem muito a ver com aquela que Mário de Andrade fez pelo Brasil para colher a música dos índios e do povo brasileiro excluído, e a “Coluna Prestes”. Trata-se de uma Ciranda Cultural que o Oficina está oferecendo ao povo brasileiro realizada em co-produção com o Ministério da Cultura, através de convênio firmado pelo programa de fomento cultural Engenho das Artes.



A origem do Teatro de Estádio através de ritos íntimos
destinados ao grande público!
- Foto do San Rogê



As apresentações, de quinta-feira a domingo, em cada uma das cidades, são precedidas de Oficinas Uzynas Uzonas, trabalhando com artistas de cada capital em todas as áreas: direção de Arte, Vídeo, Web, Atores, Atrizes, Autores, Contra Regras, Músicos, Iluminadores, Sonoplastas, etc., para recebermos e darmos em todos os lugares tudo que já experimentamos, para que se possa fazer existir no Brasil um Teatro de Multidões, como a Paixão do Futebol.

Cena de Dionísios do Oficina Uzyna Uzona
- Foto do San Rogê


Em Brasília os espetáculos se deram nos dias
27 de maio – Taniko, O Rito do Mar;
28 de maio – Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!;
29 de maio – Bacantes;
30 de maio – Banquete




SOBRE O TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA

O Oficina Uzyna Uzona em Teatro de Estádio
na Esplanada Brasília de Brasília
- Foto de San Rogê

Surgido em 1958, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco o grupo passou por diversas fases. A profissionalização a partir de 1961, os Anos Dourados até o fim da década de 60 quando foram encenadas obras que revolucionaram a moderna dramaturgia brasileira como “Pequenos Burgueses” de Gorki e “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade, o exílio durante os anos de chumbo da ditadura militar, entre 1974 e 1979 trabalhando em Portugal, Moçambique, França e Inglaterra produzindo obras cinematográficas como o “25” que narra a libertação de país africano e “O Parto” sobre a Revolução dos Cravos.

Teatro sem timidez e com a naturalidade da vida
- Foto do San Rogê


No início do século XXI o Oficina deu nova virada com o trabalho de transversão de “Os Sertões”, a obra vingadora de Euclides da Cunha, para o teatro e kinema. Em um processo que durou 7 anos, de 2000 a 2007, o Oficina abriu-se ainda mais para o social e as questões de educação, urbanismo, e comunicação, questões da cultura tratada como infraestrutura, passaram a ser trabalhadas com vigor e profundidade pelos atuadores do grupo em uma verdadeira campanha de “desmassacre”.

Zé Celso comemora so 52 anos da
A ASSOCIAÇÃO TEAT(R)O UZYNA UZONA
com a realização ardorosa da quadra de espetáculos
Dionisíacas 2010 - Foto do San Rogê


Em 2008 o Oficina chegou a seu jubileu de ouro, completou 50 anos celebrados com vitalidade que gerou quatro novas montagens, “Os Bandidos” de Schiller, “Cypriano e Chan-ta-lan” de Luis Martinez Correa e Analu Prestes, “Taniko” de Zen Chiku, um nô japonês transcriado pela bossanova tranzênica, e “Vento Forte para um Papagaio Subir”, primeira peça escrita por José Celso, diretor da Companhia. Em 2009 essas peças ficaram em cartaz e duas novas montagens foram criadas: “Em junho houve a estreia de “O Banquete” de Platão, cujos primeiros ensaios realizaram-se em Zagreb, na Croácia em oficinas com artistas locais, e “Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!”, segunda parte da tetralogia que narra a viva vida da grande atriz brasileira Cacilda Becker, estreado em setembro.

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